AURICULOTERAPIA E DTM
- Silvia Yamada
- 26 de out. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 15 de nov. de 2024

O Nacional Institute of Health Norte-Americano, reconheceu a eficácia da Acupuntura no tratamento de diversos estados clínicos, dentre eles a DOR. Neste mesmo sentido a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a utilização da Acupuntura em 80 afecções ou condições clínicas, incluindo a DOR¹.
E dentro das técnicas de Acupuntura que visam um equilíbrio energético, podemos destacar a Auriculoterapia, técnica difundida por Huang Li Chun, e chamada de microssistema, onde baseia-se nos conceitos da Medicina Chinesa para tratamento e prevenção de doenças como técnica substituta ou complementar à Acupuntura Sistêmica².
A Auriculoterapia consiste em promover estímulos no pavilhão auricular de pontos específicos, geralmente utilizando-se de pequenas sementes de mostarda/vaccaria, com o objetivo de se conseguir uma homeostase psicossomática e regulação energética nos meridianos de Acupuntura.
Mas o que tem a ver a auriculoterapia e a DTM?
Bom, em todos os casos onde temos um diagnóstico de DTM a DOR é o principal sintoma relatado pelo paciente, cabendo ao profissional da odontologia, devidamente capacitado, prescrever recursos medicamentosos, fisioterápicos e em alguns casos cirúrgicos. E, neste sentido, como tratamento complementar temos a Auriculoterapia que, como ferramenta coadjuvante, promoverá a analgesia da DOR, através da circulação energética, visando o seu equilíbrio.
Além do mais, no microssistemas de acupuntura a auriculoterapia tem sua efetividade , visto que a região da orelha fica muito próxima à ATM. Nesta região temos vários Canais do sistema de Acupuntura, como o da Vesícula Biliar (Dan), do Triplo Aquecedor (San Jiao) e Intestino Delgado (Xiao Chang) . Desta forma, pensando na DOR local, a estimulação de pontos desses Canais fará com que a energia entre em estado de equilíbrio e provocando, assim, a analgesia para a DOR do paciente³.
Lembrando sempre que o correto diagnóstico e a prescrição do melhor tratamento dependerá de um profissional capacitado.
1. TEIXEIRA, M. J.; FIGUEIRÓ, J. A. B.. Dor: Epidemiologia, fisiopatologia, avaliação, síndromes dolorosas e tratamento. Moreira Jr.: São Paulo, 2001.
2. GARCIA, Ernesto González. Auriculoterapia: Escola Huang Li Chun/ Ernesto González Garcia; (tradução Ednéia Iara Souza Martins). São Paulo: Roca, 2006.
3. YAMAMURA, Ysao. Acupuntura tradicional: a arte de inserir. São Paulo: Editora Roca, 2010


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